Cirurgia de Catarata em Curitiba: enxergar de novo com nitidez é possível

Sou o Dr. Felipe Erthal, oftalmologista com mais de 10.000 cirurgias realizadas e especialização em cirurgia de catarata e segmento anterior pelo Hospital de Olhos do Paraná. 

O que é catarata

A catarata é a opacificação do cristalino, a lente natural que fica dentro do olho. Quando somos jovens, o cristalino é transparente e flexível. Com o tempo, geralmente a partir dos 60 anos ele endurece e vai ficando amarelado ou esbranquiçado. É como olhar através de um vidro embaçado que piora mês a mês.

Sintomas de catarata que não devem ser ignorados

Muita gente acha que a visão ruim é “da idade” e demora a procurar ajuda. Os sinais mais comuns são:

  • Visão embaçada ou “enevoada”, como se houvesse uma película na frente do olho
  • Sensibilidade à luz e ofuscamento com faróis de carro à noite
  • Cores que parecem desbotadas ou amareladas
  • Troca frequente do grau dos óculos sem melhora real
  • Dificuldade para ler, dirigir ou reconhecer rostos

Se você se identificou com dois ou mais desses sintomas, vale investigar. O diagnóstico é simples, indolor e feito na própria consulta.

A causa mais comum é o envelhecimento natural do cristalino (catarata senil). Mas ela também pode surgir por outros motivos: diabetes, uso prolongado de corticoides, traumas no olho, exposição solar sem proteção ao longo da vida e, em casos mais raros, já estar presente no nascimento (catarata congênita). Identificar a causa ajuda a planejar a cirurgia e a prevenir complicações.

Como é a cirurgia de catarata (facoemulsificação)

A técnica moderna se chama facoemulsificação. Não tem relação com o que se fazia há décadas: hoje a cirurgia é microscópica, sem corte com bisturi, sem pontos na maioria dos casos, e dura de 15 a 30 minutos por olho. Você vai para casa no mesmo dia.

O passo a passo, de forma simples:

01.

Anestesia apenas com colírio. Você fica acordado, mas não sente dor, no máximo uma leve pressão.

02.

Uma micro-incisão de cerca de 2 mm é feita na córnea. Ela é autosselante, ou seja, fecha sozinha.

03.

Um aparelho de ultrassom fragmenta e aspira o cristalino opaco (a catarata).

04.

No lugar dele, é implantada uma lente intraocular transparente, feita sob medida para o seu grau. Ela é permanente e não precisa ser trocada.

A escolha da lente é o que separa uma cirurgia “boa” de uma cirurgia “excelente”. É sobre isso o próximo bloco.

Lentes intraoculares: a decisão que muda o seu pós-operatório

Existe uma pergunta que todo paciente deveria fazer antes de operar: “Que lente vou usar, e o que ela me permite enxergar sem óculos?”. A resposta define se você vai depender de óculos para o resto da vida ou não.

Não existe lente “melhor” universal, existe a lente certa para o seu olho e para a sua rotina. Quem dirige muito à noite, quem passa o dia no computador ou quem quer largar os óculos de leitura tem indicações diferentes. Por isso a conversa antes da cirurgia é tão importante quanto a cirurgia em si.

O que corrige:Ideal para quem:
Foco em uma distância (geralmente longe). Ainda precisa de óculos para perto.Quem aceita usar óculos para leitura e busca custo menor.
O que corrige:Ideal para quem:
Corrige o astigmatismo além da catarata.
Quem tem astigmatismo e quer nitidez de longe sem óculos.
O que corrige:Ideal para quem:
Foco de longe, intermediário e perto ao mesmo tempo.Quem quer independência dos óculos para dirigir, ler e usar o celular.
Os exames que garantem a lente e o grau certos

A precisão do resultado depende de medir o olho com exatidão antes de operar. Dois exames são decisivos:

A biometria óptica calcula o grau exato da lente intraocular a ser implantada. É ela que aumenta a chance de você enxergar bem sem óculos depois. O OCT de mácula avalia a retina central para prever o resultado visual e descartar doenças que poderiam limitar a visão mesmo com a catarata resolvida.

Faço questão de realizar esses e outros exames no pré-operatório de toda cirurgia de catarata. É assim que se evita surpresa depois.

24 horas

Primeira semana

2 a 4 semanas

4 a 6 semanas

Quando operar? Nem cedo demais, nem tarde demais

A cirurgia é indicada quando a catarata começa a atrapalhar a sua vida como: dirigir, trabalhar, ler, ter autonomia. Não é preciso esperar a catarata “amadurecer”; pelo contrário, cataratas muito avançadas tornam a cirurgia mais difícil. O momento certo é aquele em que o incômodo supera o conforto de adiar, e isso definimos juntos na consulta.

Dúvidas comuns

Quanto tempo dura a cirurgia de catarata?

Em média de 15 a 30 minutos por olho. É um procedimento ambulatorial: você chega, opera e vai para casa no mesmo dia.

Não. A anestesia é feita apenas com colírio e você permanece acordado. A maioria dos pacientes relata apenas uma leve sensação de pressão, sem dor.

Muitos pacientes já enxergam melhor no dia seguinte. A recuperação mais completa ocorre entre 4 e 6 semanas, quando a visão estabiliza por completo.

A catarata em si não volta, porque o cristalino é removido. O que pode acontecer, meses ou anos depois, é a opacificação da cápsula que segura a lente — resolvida em minutos com laser (capsulotomia YAG), sem nova cirurgia.

Depende da lente escolhida. Com lentes multifocais ou EDOF, a maioria dos pacientes fica independente dos óculos para a maior parte das atividades. Com lentes monofocais, é comum ainda precisar de óculos para perto.

Se houver catarata nos dois olhos, sim — mas as cirurgias são feitas em dias separados, geralmente com um intervalo de uma a duas semanas, para maior segurança.

O valor depende do tipo de lente intraocular e da estrutura necessária. Na consulta, apresento o orçamento completo e transparente, incluindo exames e acompanhamento. Também oriento sobre cobertura por planos de saúde quando aplicável.

A catarata não melhora sozinha, mas a solução é segura, rápida e definitiva.

Quanto antes você entende o seu caso, mais tranquila é a decisão.