Mapeamento de Retina: enxergar o que está no fundo do olho antes que vire um problema

Boa parte das doenças que ameaçam a visão começa silenciosa, no fundo do olho. O mapeamento de retina examina toda a retina em busca de rasgos, degenerações e alterações que muitas vezes não dão sintoma e que precisam ser identificadas, especialmente antes de uma cirurgia ou em quem tem alta miopia.

O que o exame avalia

A retina é o “filme” que capta a imagem no fundo do olho. Pequenos rasgos ou áreas de fragilidade podem evoluir para um descolamento de retina, que é uma emergência. O mapeamento permite encontrar essas alterações a tempo e tratá-las de forma preventiva.

Quando é indicado

Pacientes com miopia alta (maior risco de alterações na retina).

Avaliação pré-operatória de cirurgia de catarata e refrativa.

Diabéticos e hipertensos, para rastrear doenças da retina.

Investigação de flashes de luz, moscas volantes ou perda de campo visual.

Como é feito

Após a dilatação da pupila com colírio, o médico examina toda a retina. A dilatação deixa a visão embaçada e sensível à luz por algumas horas, por isso é recomendável ir acompanhado e levar óculos escuros.

Dúvidas comuns

O mapeamento de retina dói?

Não. O exame é indolor. O único desconforto é a sensibilidade à luz causada pela dilatação da pupila, que passa em algumas horas.

Não é recomendável, pois a pupila fica dilatada e a visão embaçada por algumas horas. O ideal é ir acompanhado.

Sim. Altos míopes têm maior risco de alterações na retina e costumam repetir o exame periodicamente, conforme orientação.

Prevenir é sempre mais simples do que tratar um descolamento de retina. O mapeamento é a forma de ficar à frente do problema.