Cirurgia de Pterígio em Curitiba: remover a “carne no olho” com segurança e baixa recidiva

Sou o Dr. Felipe Erthal, oftalmologista especialista em segmento anterior. Opero pterígio com a técnica de enxerto de conjuntiva, hoje considerada padrão-ouro justamente por reduzir drasticamente a recidiva.

O que é pterígio

O pterígio é o crescimento de um tecido fibrovascular (parecido com a conjuntiva) que avança do canto do olho, geralmente do lado do nariz, em direção à córnea. Popularmente é chamado de “carne crescida no olho” ou “carnosidade”. Não é câncer e não é contagioso mas tende a crescer com o tempo, especialmente com exposição solar.

Por que o pterígio aparece?

O principal fator é a exposição crônica à radiação ultravioleta do sol, por isso é mais comum em quem trabalha ao ar livre, em regiões quentes e ensolaradas. Vento, poeira e ambientes secos também contribuem. A proteção com óculos de sol de qualidade é, ao mesmo tempo, prevenção e cuidado pós-operatório.

● Mancha ou “carne” avermelhada no canto do olho, que cresce lentamente.

● Vermelhidão e inflamação recorrentes, que pioram ao sol e vento.

● Sensação de corpo estranho ou areia no olho.

● Ardência, coceira e olho seco.

● Visão embaçada quando o pterígio induz astigmatismo ou avança sobre a córnea.

Quando operar (e quando ainda dá para esperar)

Nem todo pterígio precisa de cirurgia imediata. Casos pequenos e sem sintomas podem ser acompanhados, com colírios lubrificantes e proteção solar. A cirurgia passa a ser indicada quando:

  • O pterígio cresce de forma progressiva em direção à córnea.
  • Há sintomas frequentes de inflamação, ardência e vermelhidão.
  • Surge astigmatismo induzido ou ameaça ao eixo visual.
  • O incômodo estético é relevante para o paciente.
A cirurgia: por que o enxerto de conjuntiva faz diferença

A cirurgia de pterígio é ambulatorial, feita com anestesia por colírio e dura cerca de 30 minutos. A grande questão não é apenas remover o pterígio é impedir que ele volte. E é aí que a técnica muda tudo.

A simples remoção (sem cobrir a área) tem alta taxa de recidiva. Por isso o padrão-ouro é a exérese com enxerto de conjuntiva autólogo: após retirar o pterígio, cobre-se a área com um pequeno enxerto de tecido do próprio olho do paciente. Esse enxerto reduz a recidiva para a faixa de 5% a 10% e melhora muito o resultado estético, sem aquele aspecto avermelhado.

A recuperação costuma ser rápida: o paciente retoma atividades leves em poucos dias, com colírios e cuidados simples. Nas primeiras semanas é normal haver vermelhidão e sensação de corpo estranho, que melhoram progressivamente.

O ponto mais importante do pós-operatório é a prevenção da recidiva. Cerca de 97% das recidivas acontecem no primeiro ano após a cirurgia, quase sempre ligadas à exposição solar sem proteção. Usar óculos escuros com proteção UV e manter os olhos lubrificados é o que consolida o resultado.

Por que operar com o Dr. Felipe Erthal

● Técnica de enxerto de conjuntiva (padrão-ouro) para baixa recidiva.

● Preocupação com o resultado estético, além do funcional.

● Orientação clara de pós-operatório para evitar que o pterígio volte.

● Mais de 10.000 cirurgias e acompanhamento próximo.

Dúvidas comuns

Pterígio é grave? Pode virar câncer?

O pterígio é uma lesão benigna e não é câncer. O cuidado é acompanhar o crescimento, porque quando avança sobre a córnea pode afetar a visão. Lesões de aspecto atípico, quando existem, são avaliadas individualmente.

Pode voltar (recidiva), mas a técnica com enxerto de conjuntiva reduz muito esse risco, para a faixa de 5% a 10%. A maior parte das recidivas ocorre no primeiro ano e está ligada à exposição solar sem proteção.

Não. É feita com anestesia por colírio. No pós-operatório é comum haver desconforto, sensação de areia e vermelhidão nos primeiros dias, controlados com colírios.

A recuperação é rápida: atividades leves em poucos dias. A vermelhidão diminui ao longo de algumas semanas, e a proteção solar é mantida para evitar recidiva.

Sim, principalmente com proteção solar. Óculos escuros com filtro UV, chapéu e lubrificação ocular reduzem o risco de surgimento e de recidiva após a cirurgia.

Se o pterígio incomoda, inflama ou está crescendo, a avaliação define se é hora de operar.

A remoção com enxerto resolve o problema com baixa chance de retorno.